quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Quarteto de Noivas


Sinopse:
Quando crianças, as amigas Parker, Laurel, Emma e Mac adoravam brincar de casamento no jardim. Anos depois fundaram a Votos, a melhor empresa de organização de casamentos do estado. Mas, apesar de tornar real o dia perfeito para tantos casais, nenhuma teve no amor a mesma sorte que tem nos negócios. Até agora.
Álbum de Casamento: Mac é especialista em captar momentos de felicidade, mas não leva muita fé no amor. Por isso, não entende o frio na barriga que sente ao reencontrar Carter Maguire. Professor de inglês, Carter cita Shakespeare, usa paletó de tweed e sempre fica atrapalhado na frente dela. Agora ele está disposto a ganhar o coração de Mac e convencê-la de que é possível criar suas próprias lembranças felizes.
Mar de Rosas: Emma passa os dias cercada de flores, criando arranjos e buquês. Ela cresceu ouvindo a história de amor dos pais e se tornou uma romântica inveterada. Jack não vem de uma família feliz e é incapaz de assumir um compromisso. Amigos de longa data, eles nunca revelaram a tração que sentiam um pelo outro. Mas há coisas que não podem ficar escondidas para sempre.
Bem-casados: Laurel é a criadora de bolos e quitutes lindos e saborosos. Apaixonada desde sempre por Delaney, nunca teve coragem de revelar seus sentimentos. Advogado da Votos, Del se sente responsável por cuidar do bem estar das quatro sócias. Porém, sua postura começa a gerar desentendimentos entre ele e Laurel - e acende uma faísca que eles não irão conter.
Felizes para sempre: Parker sabe que subir ao altar é um dos momentos mais extraordinários na vida de um casal, e por isso dirige a Votos com pulso firme. Certinha e controladora, ela só perde o chão na presença do mecânico Malcolm.Mas quem disse que o príncipe encantado não pode chegar numa Harley Davidson?

Sou meio suspeita: um dos primeiros livros de banca que eu li foi da Nora Roberts e garrei muito amor nela (sim, eu leio Julia/Sabrina/Bianca. MIM JULGUEM)
Essa série Quarteto de Noivas é uma fofura. 
Todo mundo tem amizades de uma vida, como as protagonistas. Aquelas com quem você pode contar, na felicidade e nos perrengues.
Parker, Emma, Laurel e Mac são assim. Amigas de uma vida que juntaram suas habilidades e tocam uma empresa. Elas são iguais? Não, muito pelo contrário. Enquanto Mac é bagunceira, Parker é perfeccionista; Emma é uma romântica incontrolável, já Laurel é bem pé no chão.

E cada livro mostra bem como essas diferenças se completam. São livros "de amorzinho", como diz meu pai? São. Mas também são livros que tratam da amizade. Não só das 4 meninas. Os rapazes também são amigos (Del é irmão de Parker; Jack, o melhor amigo dele; Carter estudou com elas e Malcolm é amigo de Del e Jack). Tudo gente normal: trabalham, brigam, amam, conversam, comem (bastante até, povo devia ser tudo gordo...).

Meu livro predileto? Álbum de Casamento, porque eu me identifiquei demais com a Mac, e o Carter é um lindinho. Fora que, como background, a Mac é quem tem a história mais legal, com a mãe bitch e tudo o mais. 
Meu casal predileto? Parker e Malcolm. Primeiro, porque a história deles se passa por mais de um livro (pelos 4, pra ser mais exata). Dois, por serem o casal com mais sex appeal. E três porque o cara tem uma Harley e eu já me imaginei na garupa agarrando o boy.

Pra fechar: amor e amizade, comida, bebida e felicidade. É disso que a gente precisa na vida e é isso que esses livros nos trazem. Leva 5 estrelas e um sorriso ao fim de cada livro.

Box Quarteto de Noivas (4 livros: Álbum de Casamento, Mar de Rosas, Bem Casados e Felizes Para Sempre)
Nora Roberts
Editora Arqueiro
Preço médio: R$60,00 (do box, mas você pode comprar os livros separadamente - média de R$19,00). 
  


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Proibido


Sinopse: Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.
Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.
Eles são irmão e irmã. 
Mas será que o mundo receberá de braços abertos aqueles que ousaram violar um de seus mais arraigados tabus?

Tabu: tá lá na wikipedia: "(...) derivado do tonganês tabu e do maori tapu, termos que se referem à proibição de determinado ato, com base na crença de que tal ato invadiria o campo do sagrado, implicando em perigo ou maldição para os indivíduos comuns (...)"
E quando se fala em incesto, sua mente quase que automaticamente sintoniza em estupro, em alguém forçando-se contra uma criança ou quem não pode se defender. 
Esqueça isso totalmente. Em Proibido a questão é outra. Os dois são fruto de uma família desfeita: pais separados, pai ausente, mãe alcoólatra e que não liga pros filhos. Cabe aos mais velhos a função de mãe e pai, provedores, tentando evitar que o sistema leve embora as crianças mais novas. 
Quando um é o apoio do outro, o melhor amigo, confidente e válvula de escape de toda pressão que os cercam, o que é certo ou errado? O que é tabu e o que é amor puro e simples? Seria tudo isso meramente os hormônios adolescentes misturados com carência emocional? 
A autora consegue levar um assunto pesado com uma sutileza tamanha que, ao final do livro, as lágrimas rolam e os seus sentimentos se confundem: pena, raiva, descrença, compreensão de tudo e por tudo. 
Sensível e delicado. Leva 5 estrelas e merece ainda 5 coraçõezinhos.

Ficha técnica
Proibido
Autora: Tabitha Suzuma
Editora Valentina
Preço médio: R$40,00

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Uma Casa No Meio Do Caminho


Sinopse: Um enorme shopping estava prestes a ser construído na cidade americana de Seattle, mas no meio do terreno havia a casinha de Edith Wilson Macefield, uma velhinha durona que estava decidida a não arredar o pé dali. Quando o responsável pela obra, Barry Martin, foi conversar com ela, todos acreditaram que iria convencê-la a mudar de ideia. Mas estavam redondamente enganados.
Nesta emocionante e singela história real - que serviu de inspiração para uma campanha de divulgação do filme Up: Altas Aventuras -, Barry conta como nasceu a inusitada amizade entre ele e Edith, e as lições de vida que aprendeu com ela.

Lindo.
Uma verdadeira história de amor. Não o amor no sentido de eros, o "amor romântico"; mas sim no sentido mais bonito, o amor como philia e agape, o amor fraterno, o vínculo mais forte que une as pessoas.
Nesses tempos de egoísmo e relações tão profundas quanto poças d'água depois de lavar o quintal, ver o que foi a relação entre Barry e Edith, de como um tomou conta do outro ao seu modo (ele, dando a atenção que ela necessitava; ela, ensinando-o a ter paciência e a dar sem pedir de volta) faz pensar que a humanidade ainda tem jeito e que o meteoro pode colocar o pé no freio.

Acho que a história me tocou mais ainda pela temática do idoso. Talvez porque meus pais já tenham passado dos 60 - o velhinho faz 70 semana que vem - e eu vejo que eles já não são mais os mesmos: é uma junta que dói, a vista que falha, a memória que não é mais a mesma... É duro admitir, mas eu estou entrando naquela fase em que me torno mãe deles. E paciência nunca foi o meu forte (muito pelo contrário...), e a cada dia que passa eu tenho que recitar o mantra do Senhor, dai-me forças, porque tem hora que eu simplesmente quero deixá-los falando com as paredes.
Enfim, lidar com pessoas idosas é difícil, mas não impossível. E Uma Casa no Meio do Caminho mostra isso de um jeito bacana e sensível.

Ficha Técnica
Uma Casa no Meio do Caminho
Autor: Barry Martin (com Philip Lerman)
Ed. Sextante
Preço médio: R$24,90

E.T. Para melhor visualização mental, foi assim que ficou a vizinhança depois de pronto o shopping...




segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Julieta


Sinopse: Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, mas desde que seus pais morreram, foram criadas nos Estados Unidos pela sua tia-avó Rose.
Quando Rose morre, deixa a casa para Janice. Para Julie restam apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei. A carta diz que sua mãe havia descoberto um tesouro familiar muito antigo e misterioso.
Intrigada, Julie parte para Siena. Mas tudo o que a mãe deixou foram papeis velhos - um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário de um famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. O diário conta uma história trágica: há mais de 600 anos, dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, morreram vítimas do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni. Desde então, uma terrível maldição persegue as duas famílias. E, levando-se em conta sua linhagem e seu nome de batismo, Julie provavelmente é a próxima vítima. 
Tentando quebrar a maldição, ela começa a explorar a cidade. À medida que se aproxima da verdade sua vida corre cada vez mais perigo. 

Julieta ta tá me chamando foi uma grata surpresa. Sei lá, esperava uma coisa totalmente diferente (especialmente porquê eu não li a sinopse).
Na verdade o livro conta a história de duas Giulietta Tolomei: a de 1340, cuja lenda de amor com Romeo inspirou Shakespeare; e a do século XXI, que é meio maleta, mas se parece muito com qualquer amiga que a gente já teve na vida.
Aliás, quase tudo no livro é em dobro: duas Giulietta, dois Romeo, duas Gianozza, dois Frei Lorenzo... Ou seja, os personagens de 1340 têm seus equivalentes nos tempos atuais.

O Romeo & Giulietta de 1340 é um causo digno de Cidade Alerta: tem chacina, vingança, adolescentes com hormônios em polvorosa fazendo merda... basicamente, a história do clássico, só que numa versão mais verossímil (já deu pra perceber que eu tenho uma necessidade quase doentia de que a história seja crível).
O Romeo & Giulietta do século XXI é uma história romântica com um pé em "O Código DaVinci": histórias de família mal contadas, uma bela paisagem italiana ao fundo, um romance bacana entre a mocinha e o boy magia tatuado, e a busca pelo tesouro. Acrescente a isso um mordomo que esconde alguns segredos e a irmã gêmea bitch, e você tem um livro divertido com um final que implora pra virar filme.

Leva 4 estrelas e meia porque a Giulietta dos tempos atuais precisa deixar de ser panaca e medrosa.

Ficha Técnica
Julieta
Autora: Anne Fortier
Editora Arqueiro
Preço médio: R$19,00 (ótima relação custo-benefício)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Filme Noturno


Sinopse: Em uma noite fria de outono, Ashley Cordova é encontrada morta num armazém abandonado em Manhattan. Embora a polícia suspeite de suicídio, o jornalista Scott McGrath acredita que exista algo mais por trás dessa história. Seu interesse pelo caso não é gratuito: Ashley é filha do famoso e recluso diretor de filmes de terror Stanislas Cordova, um homem que não é visto em público há mais de 30 anos e que, no passado, teve um papel trágico na vida de McGrath.
Impulsionado por vingança, curiosidade e necessidade de descobrir a verdade, o jornalista é atraído para o horripilante e hipnótico mundo de Stanislas. Da última vez que chegou perto do cineasta, McGrath perdeu o casamento e a carreira. Dessa vez, pode acabar perdendo muito mais.

Já aviso: esse é o tipo que livro que não dá pra ficar contando muito senão rola aquele spoiler maroto e eu não quero que ninguém me xingue.
O que você precisa saber é: isso não é um livro; é uma montanha russa no escuro, daquelas cheias de curvas e quedas vertiginosas.

A autora teve um trabalho monstro pra fazer com que o livro se parecesse com uma não ficção. Detalhes que fazem uma pooooota diferença: você se sente parte da história, pescando as pistas junto com o personagem principal, Scott, e seus dois ajudantes: Nora, uma aspirante a atriz recém-chegada a NY; e Hopper, um traficantezinho cheio de sex appeal e que conheceu a falecida na adolescência.
E quando eu digo detalhes, eu não estou sendo totalmente honesta: Marisha Pessl criou uma dimensão paralela, onde você realmente acredita que existe um cineasta chamado Stanislas Cordova, com uma obra completa - e direito a Oscar - , fãs doentes (os Cordovitas, que colocam qualquer trekker no chinelo no quesito manjo-tudo-desse-universo-particular) e uma vida misteriosa. 
O livro é recheado de ~prints~ de internet e ~recortes~ de jornal, corroborando todas as informações que ela vai lhe dando (e que você conhece ali, junto com o protagonista, já que o livro é narrado em 1ª pessoa). 

A escrita é ágil, os capítulos são relativamente curtos (com uma ou outra exceção) e a leitura flui. Você nem sente que tem mais de 600 páginas. Nem preciso falar que os personagens são críveis. 

Ah, mais uma coisa: se você não é fã de filmes de terror psicológico ou é uma pessoa muito impressionável, é bom ter cautela. Algumas partes do livro (especialmente aquelas que tratam da ~filmografia~ de Cordova) são dignas de se cagar de medo deveras apavorantes/aflitivas/mindfucking. Recomenda-se ler durante o dia com a luz acesa e a casa cheia, evitando-se dias chuvosos e/ou com ventania.

Adorei, me prendeu da primeira à última linha. Leva 5 estrelinhas e, apesar de ainda ser dia 7 de janeiro, um lugarzinho no top 10 livros do ano. 


Informações
Filme Noturno 
Marisha Pessl (@marishapessl)
Ed. Intrínseca
624 páginas (no ebook, 727 páginas)
Preço médio: R$27,00








quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Perdido em Marte


Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho.
Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu num terrível acidente.
Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam antes da chegada de um possível resgate.
Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de sua curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico - e um senso de humor inabalável -, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência.

Considerações iniciais a respeito do meu gosto pessoal:
1) Apollo 13 é um filme bacana, mas nada que me diga ó-meu-deus;
2) Armageddon é um filme bosta, com uma história bosta e uma música chiclete que eu odeio com todas as forças do meu ser;
3) Gravidade me fez sair do cinema com um buraco no estômago de tanto nervoso (só fui assistir por conta do George Clooney mesmo).

Assim sendo, deu pra sacar que filmes que se passam no espaço não fazem a minha, right? Por isso relutei tanto em ler esse. 
Como eu estava enganada! Eu não li; eu comi o livro com a farofa do pernil da virada do ano!!!
Com a dose correta de suspense e humor, Andy Weir consegue fazer com que você se coloque no lugar de todos os personagens, principalmente do "marciano" Mark.

Uma frase não muito educada resume bem esse livro: o que é um peido pra quem já está cagado? O cara foi simplesmente esquecido em Marte, qualquer coisa que o faça sobreviver naquele buraco planeta é lucro! 
Mark é um verdadeiro McGyver interplanetário (N.R. se você não sabe quem é Angus McGyver, me faça um favor e volte depois de jogar no google): faz misérias com rolos de fita adesiva, ressuscita sondas espaciais há muito desligadas, sutura a si próprio, transforma xixi em água e ainda dá os fundamentos físicos/químicos/biológicos de tudo isso! E tudo isso sem perder o bom humor!
Aliás, é isso que torna o livro tãããããão legal; qualquer outro autor teria tornado o enredo num estudo filosófico sobre o sentido da vidZzzzzzzzzzROINCzzzzzz. Mas Andy Weir consegue manter o leitor ligado, torcendo, se assustando e se colocando no lugar de Mark, Mandy, Vopak, Mitch, Annie, Lewis... E, além disso, te faz refletir sobre lealdade, amizade, fé e otras cositas sem ser chato. 

A leitura flui fácil, apesar de alguns termos extremamente técnicos sobre física, matemática e coisas relativas a programas espaciais que eu passei por cima pra evitar a fadiga. Os personagens são extremamente críveis e percebe-se que o autor fez uma baita pesquisa para ser o mais realista possível. 

Leva 5 planetinhas estrelas e começa este blog e as leituras do ano com o pé direito.

Perdido Em Marte
Andy Weir
Ed. Arqueiro
Preço médio: R$29,90 (e vale cada centavo)